sexta-feira, 14 de junho de 2013



Diabetes

Diabetes Mellitus é uma doença do metabolismo da glicose causada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e cuja função é quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia a fim de que seja aproveitada por todas as células. A ausência total ou parcial desse hormônio interfere não só na queima do açúcar como na sua transformação em outras substâncias (proteínas, músculos e gordura).

Tipos



a) Diabetes tipo I – o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. A instalação da doença ocorre mais na infância e adolescência e é insulinodependente, isto é, exige a aplicação de injeções diárias de insulina;
b) Diabetes tipo II – as células são resistentes à ação da insulina. A incidência da doença que pode não ser insulinodependente, em geral, acomete as pessoas depois dos 40 anos de idade;
c) Diabetes gestacional – ocorre durante a gravidez e, na maior parte dos casos, é provocado pelo aumento excessivo de peso da mãe;
Outros tipos de diabetes: são decorrentes de defeitos genéticos associados a outras doenças ou ao uso de medicamentos. Podem ser: defeitos genéticos da função da célula beta; defeitos genéticos na ação da insulina; doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística etc.); defeitos induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticoides, betabloqueadores, contraceptivos etc.). 

Sintomas

Principais sintomas do diabetes tipo 1:

  • Poliúria - vontade de urinar diversas vezes
  • fome freqUente
  • sede constante
  • perda de peso
  • fraqueza
  • fadiga
  • nervosismo
  • mudanças de humor
  • náusea e vômito.

Principais sintomas do diabetes tipo 2:

  • infecções frequentes
  • alteração visual (visão embaçada)
  • dificuldade na cicatrização de feridas
  • formigamento nos pés e furúnculos.

Fatores de risco



* Obesidade (inclusive a obesidade infantil);
* Hereditariedade;
* Falta de atividade física regular;
* Hipertensão;
* Níveis altos de colesterol e triglicérides;
* Medicamentos, como os à base de cortisona;
* Idade acima dos 40 anos (para o diabetes tipo II);
* Estresse emocional.


Recomendações

* O tratamento do diabetes exige, além do acompanhamento médico especializado, os cuidados de uma equipe multidisciplinar. Procure seguir as orientações desses profissionais;
* A dieta alimentar deve ser observada criteriosamente. Procure ajuda para elaborar o cardápio adequado para seu caso. Não é necessário que você se prive por toda a vida dos alimentos de que mais gosta. Uma vez ou outra, você poderá saboreá-los desde que o faça com parcimônia;
* Um programa regular de exercícios físicos irá ajudá-lo a controlar o nível de açúcar no sangue. Coloque-os como prioridade em sua rotina de vida;
* O fumo provoca estreitamento das artérias e veias. Como o diabetes compromete a circulação nos pequenos vasos sangüíneos (retina e rins) e nos grandes vasos (coração e cérebro), fumar pode acelerar o processo e o aparecimento de complicações;
* O controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol e triglicérides deve ser feito com regularidade;
* Medicamentos à base de cortisona aumentam os níveis de glicose no sangue. Não se automedique;
* O diagnóstico precoce é o primeiro passo para o sucesso do tratamento. Não minimize seus sintomas. Procure logo um serviço de saúde se está urinando demais e sentindo muita sede e muita fome.

Tratamento


O diabetes não pode ser dissociado de outras doenças glandulares. Além da obesidade, outros distúrbios metabólicos (excesso de cortisona, do hormônio do crescimento ou maior produção de adrenalina pelas supra-renais) podem estar associados ao diabetes.
O tipo I é também chamado de insulinodependente, porque exige o uso de insulina por via injetável para suprir o organismo desse hormônio que deixou de ser produzido pelo pâncreas. A suspensão da medicação pode provocar a cetoacidose diabética, distúrbio metabólico que pode colocar a vida em risco.
O tipo II não depende da aplicação de insulina e pode ser controlado por medicamentos ministrados por via oral. A doença descompensada pode levar ao coma hiperosmolar, uma complicação grave que pode ser fatal.
Dieta alimentar equilibrada é fundamental para o controle do diabetes. A orientação de uma nutricionista e o acompanhamento de psicólogos e psiquiatras podem ajudar muito a reduzir o peso e, como conseqüência, cria a possibilidade de usar doses menores de remédios.
Atividade física é de extrema importância para reduzir o nível da glicose nos dois tipos de diabetes.

Prevenção 

 

 

Pacientes com história familiar de diabetes devem ser orientados a:
  • Manter o peso normal
  • Não fumar
  • Controlar a pressão arterial
  • Evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas
  • Praticar atividade física regular. 
  • Controlar a alimentação e ingerir alimentos saudáveis e com baixo teor de açúcar.





Fonte: http://drauziovarella.com.br
            http://www.minhavida.com.br


Gastrite

Gastrite é a inflamação da mucosa que reveste as paredes internas do estômago. Pode durar por pouco tempo (gastrite aguda) ou pode durar de meses a anos (gastrite crônica). 








Causas 

As causas mais comuns da gastrite são:
  • Determinados medicamentos, como analgésicos e antiinflamatórios, quando tomados por um longo período
  • Beber muito álcool
  • Infecção do estômago com uma bactéria chamada Helicobacter pylori
As causas menos comuns da gastrite são:
  • Distúrbios autoimunes (tais como anemia perniciosa)
  • Refluxo da bile no estômago (refluxo de bile)
  • Abuso de cocaína
  • Ingestão de substâncias corrosivas (como venenos) ou que causam queimaduras
  • Estresse excessivo
  • Infecção viral, como citomegalovírus e vírus de herpes, principalmente em pessoas com sistema imunológico fraco
Trauma ou uma doença grave e súbita, como uma grande cirurgia, insuficiência renal ou ser colocado em um respirador podem causar gastrite. 

Sintomas


A dor da gastrite pode vir acompanhada de azia ou queimação, se houver retorno do suco gástrico por defeito no esfíncter, estrutura muscular que controla a comunicação entre esôfago e estômago. A azia pode piorar quando a pessoa se deita depois de uma refeição mais volumosa ou rica em gorduras.
Os sintomas que você pode notar são:
  • Perda de apetite
  • Náusea e vômito
  • Dor na parte superior da barriga ou do abdome
Se a gastrite estiver causando sangramento na parede do estômago, os sintomas poderão incluir:
  • Fezes escuras
  • Vomitar sangue ou material semelhante à borra de café
Diagnóstico

O diagnosticar da gastrite é feito através dos seguintes exames:
  • Contagem completa de células sanguíneas (CBC) para verificar se há anemia ou poucas células sanguíneas
  • Exame do estômago com um endoscópio (endoscopia)
  • Testes de H. pylori
  • Exame de fezes para verificar pequenas quantidades de sangue nas fezes, o que pode ser um sinal de sangramento no estômago

Tratamento

O tratamento da gastrite tem de levar em conta o que causou a doença. Como existe associação entre Helicobacter pylorii e gastrite, se tratarmos apenas a segunda sem combater o primeiro, a probabilidade de a doença reaparecer aumenta. No entanto, ela diminuirá bastante, se os dois tratamentos ocorrerem simultaneamente. O uso de ácido acetilsalícilico, antiinflamatórios e álcool deve ser evitado.
A medicação para gastrite pode ser ministrada por via oral e os resultados obtidos são bastante satisfatórios.

Recomendações


* Respeite os horários das refeições. Separar algum tempo para café da manhã, almoço e jantar tranquilos não é luxo, é necessidade;
* Prefira fazer pequenas refeições ao longo do dia a fazer uma grande refeição;
* Mastigue bem os alimentos, pois a digestão começa na boca;
* Dê preferência a frutas, verduras e carnes magras;
* Não fume;
* Evite tomar analgésicos, café, bebidas alcoólicas e as que contêm cafeína;
* Procure um médico e siga suas recomendações se tiver azia, má digestão e sensação de estômago cheio depois de ingerir pequenas porções de alimentos.


            http://drauziovarella.com.br


Vitiligo

 

É uma doença adquirida, ainda sem causa completamente definida, caracterizada pela ausência de melanina na pele por destruição ou inativação dos melanócitos, gerando manchas brancas nos locais afetados. As lesões, que podem ser isoladas ou espalhar-se pelo corpo, atingem principalmente os genitais, cotovelos, joelhos, face, extremidades dos membros inferiores e superiores (mãos e pés). O vitiligo incide em 1% a 2% da população mundial.
O que é melanócito e melanina?

Melanócitos são as células da pele responsáveis pela produção da melanina, que é a substância que dá côr à pele.

Causas

a) Teoria neural
Vitiligo segmentar: incide geralmente sobre a região de um nevo (pinta) e é provocado por substâncias que destroem os melanócitos, células que produzem melanina.
b) Teoria citóxica
A despigmentação da pele é provocada por substâncias como a hidroquinona presente em materiais como borracha e certos tecidos.
c) Teoria auto-imune
Consiste na formação de anticorpos que atacam e destroem o melanócito ou inibem a produção de melanina. Parece estar associado a outras doenças auto-imunes, como diabetes e doenças da tireóide. Há ocorrência familiar em 20% a 30% dos casos.

Sintomas de Vitiligo 

As áreas lisas com textura de pele normal sem pigmento aparecem súbita ou gradualmente. Essas áreas possuem uma borda mais escura. As bordas são bem definidas, mas irregulares.
Não há como prever a surgimento e a evolução da doença podendo ocorrer, em um mesmo paciente, regressão de determinadas lesões enquanto surgem outras.
Apesar dos danos estéticos que acarreta, o vitiligo não causa nenhum prejuízo à saúde

Diagnóstico

O médico pode, em geral, examinar a pele para confirmar o diagnóstico.
Às vezes, ele utiliza a luz de Wood. É uma luz ultravioleta portátil que faz as áreas da pele com menos pigmento brilharem.
Em alguns casos, uma biópsia da pele pode ser necessária para descartar outras causas de perda de pigmento. O médico também pode realizar exames de sangue para verificar os níveis da tireoide e de outros hormônios e de vitamina B12.

Tratamento 

O vitiligo é difícil de ser tratado. As primeiras opções de tratamento são:
  • Fototerapia, um procedimento médico em que a pele é cuidadosamente exposta à luz ultravioleta. A fototerapia pode ser realizada sozinha ou após a ingestão de um medicamento que faz a pele ficar sensível à luz. Um dermatologista é quem realiza esse tratamento.
  • Loções ou pomadas com cortocosteroides
  • Loções ou pomadas com imunossupressores, como pimecrolimus (Elidel) e tacrolimus (Protopic)
  • Medicamentos tópicos como metoxisaleno (Oxsoralen)

É possível remover pele (enxerto) de áreas normalmente pigmentadas e colocá-la nas áreas com perda de pigmento.
Raramente ocorre cura definitiva das lesões, pois há áreas que apresentam maior dificuldade de recuperar a pigmentação. Quando o processo afeta mais de 50% do corpo a opção de tratamento pode ser a despigmentação total da pele.
É importante levar em conta que o estado psicológico do paciente, visto que fatores emocionais podem agravar o aparecimento e evolução das lesões. Lembrando também que a pele sem pigmento apresenta mais risco de danos causados pelo sol. Aplique um protetor ou bloqueador solar de amplo espectro (UVA e UVB) com alto FPS e siga medidas adequadas de proteção contra a exposição ao sol. 

Recomendações

* Procure um dermatologista para diagnóstico e tratamento, se notar o aparecimento de mancha branca na pele. Não há como prevenir as lesões de vitiligo ou a progressão da doença;
* Tome sol com cuidado, por períodos curtos, usando protetor solar, evitando a exposição entre 10h e 16h;
* Reaplique o protetor solar a cada duas horas, especialmente se estiver na praia ou na piscina;
* Hidrate a pele normalmente. O portador de vitiligo não precisa de
hidratantes nem sabonetes especiais.

Complicações possíveis

As áreas despigmentadas ficam mais suscetíveis às queimaduras solares e a determinados tipos de cânceres de pele.


              http://drauziovarella.com.br
              http://www.minhavida.com.br